História Seguros Portugal

paineis.s.vicente

Livro Médio

Página em construção desde 1998.

Por: Luís Coelho do Nascimento

Não podemos falar sobre a história de seguros em Portugal, sem abordar  a história de Portugal, pois uma é Indissociável da outra.  Portugal sendo um dos países mais antigo da europa “878 anos”, ficou na história universal como o primeiro império global da humanidade, e o pioneiro na construção da globalização. Para isso contribuiu  de forma muito decisiva a Ordem dos Templários, tendo sido para este projeto, determinante.

Esta Ordem, soube conduzir ao longo dos séculos  o empreendimento que haveria de levar por fim às viagens marítimas dos Descobrimentos.

1901

  • Em 1901, surgem três novas Seguradoras, a Equidade – Sociedade Cooperativa,
  • a Universal – Companhia de Seguros,
  • e também, a Ultramarina – Companhia de Seguros.

ultramarina.2

1902

Em 1902, surgem mais três novas seguradoras:

  • Lloyd Português – Companhia de Resseguros,
  • A  Popular – Companhia Geral de Seguros,
  • Portuense Companhia de Seguros.

1906

nacional

  • Em 1906, é fundada A Nacional – Companhia de Seguros, tendo sido fixada a sua sede na Rua do Alecrim nº7, mudando-se mais tarde para a Avenida da Liberdade nº 14,
  • também nesse mesmo ano, nasce a Garantia Funchalense – Companhia de Seguros, com sede no Funchal.

1907

Nesse ano, surgem sete novas seguradoras:

  • Atlântica – Companhia de Seguros,
  • Argus – Companhia de Seguros,
  • Comércio e Industria – Companhia de Seguros,
  • Lusitana – Companhia de Seguros,

PP

  • Portugal Previdente – Companhia de Seguros, nasceu a 4 de Março de 1907. A sua atividade orientou-se inicialmente, para os seguros de vida e rendas vitalícias, alargando-se progressivamente a todas as áreas de seguros vida e não vida,
  • Sociedade de Seguros de Gado Bovino de Stº Antão,
  • União Faz a Força.

1908

  • Surgem, a  Beneficiadora Companhia de Seguros,
  • e  também a Prosperidade – Companhia de Seguros e Resseguros.

1909

Em 1909, é fundada a  seguradora denominada  Victoria – Companhia de Seguros.

1910

A 5 de Outubro de 1910, a República foi proclamada dos paços do concelho da câmara municipal de Lisboa. A importância deste fato foi tal, que se decidiu que essa data fosse um dia feriado. O último rei, foi D. Manuel II, que partiu para Inglaterra com a restante família real, ficando aí a viver no exílio. O primeiro presidente, foi Teófilo Braga, tendo sido apenas presidente do Governo Provisório até às eleições, pois o primeiro presidente de Portugal, após eleições, acabou por ser Manuel de Arriaga.

Neste ano, em que foi implantada a República em Portugal,  no congresso municipalista é aprovada a proposta de Duarte Leite, com o objetivo de municipalizar os seguros de incêndio.

1912

vacas

Por essa altura, o povo organiza-se e surgem assim, em algumas aldeias de Portugal,  várias formas de mutualismo/seguro com diversas vertentes, sendo uma das mais utilizadas, o “Rol” ou  “Louvados“, utilizado para a proteção de animais, nomeadamente vacas e porcos. O Rol era no fundo, um agrupamento ou associação de camponeses, ” povo do campo”  que se juntou para proteger o seu património, estendendo-se  algumas décadas mais tarde aos agricultores  e negociantes de gado. Os seus dirigentes eram chamados os ” Louvados”,  pessoas idóneas muito consideradas no seu meio rural.

Ainda nos anos noventa, na zona centro, mais concretamente no concelho de Pombal, resistia esta forma de seguro, que na sua essência era uma prática de mutualismo. Estes organismos, eram constituídos habitualmente  por três a quatro membros, que  passavam regularmente na casa de cada um dos quotizados, para avaliar os animais, habitualmente em Janeiro e Agosto. Em resultado dessa avaliação, os quotizados pagavam cerca de 1% do valor do animal, a cada seis meses. Os quotizados associados ainda agora vivos, eram das localidades de Vale-de-Lezide, Grou e Antões,  zonas rurais, onde os agricultores tinham muitas vacas para trabalho, produção de leite, e para criação de vitelos. Nestes meios rurais, o Rol chegou a ter 42 quotizados, sendo que alguns eram ordenhas inteiras com cerca de 20 vacas leiteiras/cada;  se porventura durante algum período, o associado não tivesse animais, pagava um valor mínimo de 10 escudos, para garantir a manutenção da sua quota;  o valor cobrado, ia para a conta do Rol, que rendia com o acumulado, que depois era usado para pagar acontecimentos fortuitos (sinistro). O Rol indemnizava os proprietários  das vacas (registadas no Rol) que morressem de doença ou acidente, nunca por velhice; indemnizavam também um corno partido, um rabo partido, pois o valor comercial da vaca descia, nos mercados de gado na altura, feiras mensais das diversas aldeias.  Quando a vaca estava prenha há mais de 3 meses, o associado pagava para garantir também o vitelo, em caso de aborto; o Rol, também pagava as despesas do veterinário e o enterro dos animais, quando estes morriam.

Entretanto, há cerca de doze/treze anos, passou a ser proibido vender animais nas feiras e as pessoas foram-se desfazendo dos que tinham. Logo, o Rol foi perdendo a sua importância, porque deixou de ter quotizantes em número suficiente, para garantir um saldo capaz de responder às necessidades de indemnizações.

A titulo de curiosidade: com o fim do Rol, os dirigentes “louvados” constituíram-se em comissão liquidatária, tendo distribuído pelos seus associados, o montante acumulado ao longo de anos, em função da sua contribuição.

Nascem por esta altura, as companhias:

  • Previdencia Mutua – Sociedade de Seguros Mútuos Sobre Vida,
  • Equitativa de Portugal,
  • Ultramar – Sociedade de Seguros Mútuos s/vida.

1913

Em 1913, surge a Mundial tendo ao longo das suas quase nove décadas de vida, incorporado outras seguradoras, sendo as mais importantes A Pátria-Sociedade Alentejana de Seguros, fundada em 1915 e a A Confiança, Companhia Aveirense de Seguros, fundada em 1940. Uma portaria ministerial de 24 de Outubro, publicada no Diário do Governo nº 252, autorizou a criação da A Mundial – Companhia de Seguros, Sociedade Anónima de Responsabilidade Limitada, com um capital de esc: 500.000 com sede em Lisboa, no Largo do Chiado, nº 8, então denominado Largo das duas Igrejas.

A companhia, inicia a sua atividade, muito ligada aos Acidentes de Trabalho, tendo sido a primeira seguradora a tirar partido da nova legislação deste ramo, publicada por Lei em 24 de Julho de 1913. Em 1915, é fundada em Évora, A Pátria-Sociedade Alentejana de Seguros, conforme consta do Livro de Atas da sua Comissão Organizadora e Executiva. Esta companhia de seguros, “nascida no coração do Alentejo”, visa principalmente, servir, sob os princípios da previdência, a vasta e rica província de Évora, daí que a sua principal vocação inicial, tivesse sido, os seguros ligados aos ramos agrícolas.

Em 1940 e em plena II Guerra Mundial, é fundada em Aveiro, a A Confiança, Companhia Aveirense de Seguros, fruto da transformação de uma mútua de armadores, concentrando a sua atividade inicial nos seguros marítimos. Em 1942, transfere a sua sede para o Porto, na sequência de importante posição adquirida por um acionista daquela cidade, instalando-se na Rua Mouzinho da Silveira, nº 302. Em 1968, A Mundial passa a ser controlada pelo industrial António Champalimaud, que nesse mesmo ano, havia tomado o controlo maioritário direto de A Confiança. É a partir desta data, que estas duas companhias iniciam um processo de aproximação gradual que, por circunstâncias várias, se concluiria formalmente, somente uma década depois.

Em 1971, as duas companhias, A Mundial e A Confiança adquirem em conjunto o domínio da Continental de Resseguros, detendo cada uma 40% do capital.

Em 1972, as delegações das duas companhias, em Angola e Moçambique, dão origem à Companhia de Seguros Confiança e Mundial de Angola e à Companhia de Seguros Mundial e Confiança de Moçambique.

Em 1975, através do Decreto-Lei nº. 135-A/75 de 15 de Março, dá-se a nacionalização de todas as companhias de seguros de capital português. Após um escasso período de comissões administrativas, entre 11 de Março de 1975 e Janeiro de 1976, é nomeado um único Conselho de Gestão, para gerir as três entidades seguradoras, A Mundial, A Confiança e a Continental de Resseguros, ao abrigo da legislação das empresas nacionalizadas de seguros.

Em 1978, é aprovado pelo Terceiro Governo Constitucional, o Decreto-Lei nº. 312/78 de 25 de Outubro, o qual cria a Companhia de Seguros Mundial-Confiança, E.P., por fusão das duas companhias A Mundial e A Confiança. Em 1979, o Decreto-Lei nº. 528/79 de 31 de Dezembro, funde as companhias de seguros Mundial Confiança e a A Pátria, mantendo a denominação da primeira.

Em 1990 e através do Decreto-Lei nº. 271/90 de 7 de Setembro, a Companhia de Seguros Mundial Confiança, E.P., é transformada em sociedade comercial anónima de capitais exclusivamente públicos.

Em 14 de Abril de 1992, realiza-se a reprivatização da Mundial-Confiança, tendo o controlo acionista sido reassumido pelo grupo empresarial que detinha participação maioritária, no período anterior à nacionalização da seguradora. A companhia adquire, em Novembro de 1994, o controlo do Banco Pinto & Sotto Mayor, dando início a um processo de expansão que permitiu, nos três anos seguintes, integrar no mesmo grupo financeiro, o Banco Totta & Açores, o Crédito Predial Português e o Banco Chemical (Portugal), SA.

No final  de 1997, é constituída a Via Directa – Companhia de Seguros S.A., assegurando uma posição de referência nos canais de distribuição remotos, em particular pelo telefone e a internet. Esta nova seguradora lançou no mercado, em Janeiro de 1998, a marca OK! Tele-Seguro.

Inicia-se em 1999, um complexo processo de alteração da estrutura acionista da companhia, no âmbito do qual a Caixa Geral de Depósitos veio a adquirir, durante o primeiro semestre de 2000, o domínio da Mundial-Confiança, que passou a integrar o grupo segurador CGD. Após o lançamento de uma oferta pública geral de aquisição e da subsequente compra das ações ainda dispersas, a Caixa Geral de Depósitos, passou a deter a totalidade do capital da Mundial-Confiança.

Em 2002, é criada a Companhia de Seguros Fidelidade-Mundial, resultante da fusão jurídica das duas seguradoras do Grupo Caixa Geral de Depósitos, a Companhia de Seguros Fidelidade e a Companhia de Seguros Mundial-Confiança. As marcas Fidelidade e Mundial-Confiança, continuam a ser comercializadas por redes  próprias e independentes até 2009.

Uma portaria ministerial de 24 de Outubro, publicada no Diário do Governo nº 252, autorizou a criação da A Mundial – Companhia de Seguros, sociedade anónima de Responsabilidade Limitada, com um capital de esc: “500.000” (2.493.99€), com sede em Lisboa, no Largo do Chiado, nº 8, então denominado Largo das duas Igrejas.

  • Também nesse mesmo ano, apareceu a Íris- Companhia de Seguros,
  • mas não ficamos por aqui, surgindo ainda, a Mutual do Norte Companhia de Seguros,
  • e a Mutualidade Portuguesa.

1914

soberana

  • Em 1914,  nasce a Soberana – Companhia de Seguros, a sua sede na Rua Jardim do Tabaco nº74 em Lisboa, transferiu-se posteriormente para a Rua dos Sapateiros nº107,
  • Sociedade Mútua dos Construtores Civis do Norte de Portugal,
  • Liga Marítima de Seguros – Sociedade Mútua,
  • Sirius, cuja constituição foi organizada por um conjunto de capitalistas do Porto,
  • Mutualidade – Companhia de Seguros, a sua sede era no Largo do Carmo, nº18 -1º em Lisboa,
  • Mutualidade dos Industriais de Metalúrgicas do Porto e Gaia,
  • Mutualidade dos Constructores Civis da Figueira da Foz, na cidade da Figueira da Foz,  nesse ano o teatro que existia nessa cidade.
Teatro1
 TEATRO PRÍNCIPE D. CARLOS” foi destruído por um violento incêndio em 25 de Fevereiro de 1914 , após espetáculo de carnaval que teve lugar na noite anterior. Este Teatro era na altura uma obra emblemática, tinha na plateia 253 lugares, 42 camarotes e 130 galerias. 
teatro.2
O interior do Teatro havia sido desenhado à semelhança do Teatro D. Carlos em Lisboa. Este foi inaugurado no dia 8 de Agosto de 1874, e situava-se no lado norte do atual Largo Dr. Nunes. Nessa altura a Figueira da Foz, era ainda uma Vila em franco crescimento e pujança económica e acabaria por ser  elevada à categoria de cidade, oito anos mais tarde, em 20 de setembro de 1882. Com a instauração da República, em 1910, o Teatro Príncipe D. Carlos passou a denominar-se unicamente de “Theatro”, tendo desaparecido em 1914.
  • e a Moagem  – Sociedade Mútua.

1915

Em 1915, nasceram:

  •  Futuro,
  • Pátria – Sociedade Alentejana de Seguros.

1916

Em 1916, foram criadas:

  • Lisbonense – Companhia de Seguros,
  • Europa – Companhia de Seguros,
  • Colonial – Companhia de Seguros,
  • Consortium de Acidentes de Trabalho,
  • Consortium Portuguez,
  • Continental,
  • União Resseguradora.

1917

Em 1917, surgem dez novas seguradoras:

  •  Minerva – Companhia Geral de Seguros,
  • Triunfo – Companhia de Seguros,
  • Sagres – Companhia de Seguros,
  • Africana – Companhia de Seguros,
  • Beira – Companhia de Seguros,
  • Lloyd Peninsular,
  • Mindelo – Companhia de Seguros,
  • Oceano – Companhia de Seguros,
  • Previdência Agrária – Instituição de Seguros,
  • Universo Companhia Portuguesa de Seguros.

1918

 

alentejo

Em 1918, surgem novas seguradoras:

  • Alentejo – Companhia de Seguros,
  • Glória Portuguesa – Companhia de Seguros,
  • Atlas – Companhia de Seguros a sua sede era no Rua Crucifixo nº49 – 1º, mas em 1926 transferiu-se para a Rua das Pedras Negras, nº24 -2º.
  • A Adamastor – Companhia de Seguros Luso-Sul-Americana,
  • Algarve – Companhia de Seguros,
  • Aurora – Companhia de Seguros,
  • Aviz – Companhia de Seguros,
  • Banco de Seguros,
  • Coimbra de Seguros – Companhia,
  • Compensadora,
  • Consórcio Geral de Seguros Contra Acidentes e Responsabilidade Civil,
  • Estremadura – Companhia de Seguros,
  • Globo Companhia de Seguros,
  • Iberia – Companhia de Seguros,
  • Integridade Companhia de Seguros,
  • Latina- Companhia de Seguros Luso-Fluminense,
  • Lis – Liga Internacional de Seguros,
  • Lusa – Companhia Portuguesa de Seguros,
  • Marte – Companhia Portuguesa de Resseguros,
  • Meridional,
  • Metropole – Companhia de Seguros,
Mondego
  • nesta altura, a Figueira da foz era uma cidade muito importante tanto economica, como culturalmente, representando um importante papel no panorama nacional,  por isso não é de admirar  o aparecimento da  segunda companhia de seguros nesta cidade, a Companhia de Seguros Mondego,
  • Mutualidade Lusa,
  • Oriental,
  • A  Paz,
  • Porto Companhia de Seguros,
  • Portucalense – Companhia de Resseguros,
  • Progresso – Companhia Portuguesa de Resseguros,
  • Redenção,
  • Regionalista – Companhia Nacional de Seguros,
  • Resseguro,
  • Seguradora – Companhia de Seguros e Resseguros,
  • União dos Proprietários,
  • União Companhia de Seguros,

  • também em 1918, iniciou a sua atividade, a  Metropole – Companhia de Seguros, no ramo não vida. Em  1998, adotou oficialmente a designação de Zurich Companhia de Seguros S.A. com a respetiva criação e adoção de um novo logotipo, lançando-se  nessa data no ramo vida, através da Zurich Life e da Eagle Star Vida, respetivamente.
  • em 2001, a  Zurich Espanha adquire a AIDE Assistência, Companhia de Seguros & Resseguros S.A., uma nova companhia de assistência com implementação em Espanha e em Portugal. O Grupo Zurich Financial Services, assinou um acordo de mútua compra e venda de algumas empresas com o Deutsche Bank. Em Portugal, este acordo traduziu-se na fusão da DB Vida com a Zurich Life e a Eagle Star Vida. Em 2003, dá-se a integração das três companhias numa única: Zurich – Companhia de Seguros Vida, S.A..
  • Em 2010, com vista à otimização dos seus recursos, simplificação operacional e a excelência requeridas num mundo cada vez mais competitivo, a atividade do ramo não vida, passou a ser desenvolvida pela Zurich Insurance plc Sucursal em Portugal, uma sucursal da sociedade irlandesa Zurich Insurance plc.

1919

Em 1919, surgem novas seguradoras:

  • Vitalidade – Companhia Seguradora, com sede  na Rua da Prata, esquina da Rua da Assunção,
  • Banco Previdente Segurador – Companhia de Seguros,  tinha sede no Porto na Rua do Almada, nº247-1º, faliu em 1922,
  • Esfera – Companhia de Resseguros, com sede na Rua Augusta, nº129,
  • Caixa Municipal de Seguros,  com sede na Rua Gonçalo Cristóvão,
  • Excelsior Companhia de Seguros, com sede na Rua Sá da Bandeira nº52 no Porto,
  • Lloyd Luso – Brasileiro Terra e Mar, com sede na Rua do Jardim do Regedor, nº24,
  • Lloyd Transatlantico, com sede na Rua Garrett, nº48-2º,
  • Renascença Companhia de Resseguradora, com sede na Rua Nova de Almada, nº64-1º,
  • Tenacidade – Companhia de Resseguros, com sede na Rua da Parta nº184.

1920

  • Abriu no Porto, a Centro Ressegurador  em local desconhecido , 
  • Companhia Geral de Seguros, com sede na Rua dos Fanqueiros, nº121, em Lisboa,
  • Caixa de Previdência de Nova Goa,
  • Fundada na cidade da Figueira da Foz, surge por esta altura, a  Mutualidade da Figueira da Foz e do Centro de Portugal, vindo posteriormente a ser  incorporada na Mutualidade Portuguesa.

1921

trabalho.2

Em 1921, nasceu  O Trabalho – Companhia de Seguros, que em 1922 incorporou  a Sociedade Mútua dos Construtores Civis do Norte de Portugal, e durante duas décadas explorou apenas o ramo acidentes de trabalho, quase limitado á região norte. A partir de 1935, alargou a sua atividade por todo o país e passou a explorar outros ramos.  Em 1936, a sua sede era na Rua José Falcão, nº 211 Porto, tendo passado posteriormente para a Rua Eng. Vieira da Silva nº 12, Lisboa.

1924

Em 1924, instalou-se em Portugal a Caledonian Insurance Company, seguradora inglesa, tendo aberto escritório na Av. 24 de Julho, nº2-3º andar em Lisboa.

 1925

É fundada a Companhia de Seguros Bolsa de Seguros, com sede em Lisboa.

1926

Em 1926, instalou delegação em Portugal, a British Oak seguradora inglesa, tendo aberto escritório na Rua Joaquim Augusto Aguiar, nº41 – 2º Andar esq. em Lisboa.

1927

Em 1927, nasceu no Porto A Social – Companhia Portuguesa de Seguros.

1929

É fundada a Companhia de Seguros Equitativa.

1930

confianca

Constituída em 1930, sob a designação de Sociedade Mútua de Seguros Beira – Mar, e criada para as empresas armadoras de navios empregues na pesca do bacalhau, deu origem á Confiança – Companhia de Seguros.

1932

Nesta data, é fundada a Companhia de Seguros Neptuno, com sede em Lisboa.

1934

Em 1934, é criado o Grémio dos Seguros, tendo só sido regulado em 1936.

1935

Foi criada no Porto, a Companhia de Seguros Tranquilidade.

1936

Em 1936, nasceu a Companhia de Seguros Angola, em Luanda.

1939

Em 1939,  Arnaldo Pinheiro Torres, editou o livro ” Ensaio sobre o Contrato de Seguro”,  versando as questões fundamentais do contrato de seguro, nomeadamente: Contrato de Seguro / Direito dos Seguros / Direito do Contrato de Seguro. Uma curiosidade, é o prefácio do professor Marcelo Caetano, nesse livro.

1940

Em plena II Guerra Mundial, é fundada em Aveiro, A Confiança, Companhia Aveirense de Seguros, fruto da transformação de uma mútua de armadores, concentrando a sua atividade inicial nos seguros marítimos, e vindo posteriormente a alargar a atividade para outros ramos, nomeadamente para seguros de animais (conforme folheto publicitário da época abaixo).

1942

imperio

Em 1942, é fundada a Império – Companhia de Seguros, tendo sido fixada a sua sede, na Rua do Comércio nº 49 em Lisboa, mudando-se um ano depois para a Rua Garrett, nº 62.

A 30 Junho de 1871, nasce em Lisboa, Alfredo da Silva, o maior industrial português de sempre. É como trabalhador estudante e empregado da Casa Burnay, que frequenta com sucesso, o Instituto Industrial e Comercial de Lisboa. Terminado o curso, Alfredo da Silva entra para a comissão liquidatária do banco Lusitano, conseguindo salvar, por inteiro, o capital dos credores. É chamado para a administração da Companhia Aliança Fabril, a qual é recuperada e fundida com a companhia União Fabril. Nasce assim a CUF, dedicada ao fabrico de sabões e velas e que, meio século depois, se tornará no maior grupo industrial português, alargando as suas atividades à construção naval, aos adubos, aos têxteis, aos ácidos e óleos alimentares. Durante a 1ª guerra mundial, Alfredo da Silva não escapa aos perigos e dificuldades sentidos por todos, mas concretiza o seu sonho de produzir, em Portugal, o que Portugal importa. Em 1919, é criada a Sociedade Geral de Comércio, Indústria e Transportes. Em 1921, arranca a exploração de oleaginosas na Guiné-Bissau e em 1925 é criada a Tabaqueira.

A 1 de Julho de 1942, em Lisboa no nº 49 da Rua do Comércio, inicia a sua atividade a Companhia de Seguros Império, para dar cobertura aos maiores riscos do grupo CUF. Modesta no seu começo, é fruto de um longo caminho de produção, poupança e investimento. Foi autorizada a instalar-se por portaria de 16 de Abril de 1942, tendo-se constituído por escritura pública de 23 do mesmo mês. O primeiro Presidente do Conselho de Administração, foi Manuel José de Mello, genro de Alfredo da Silva, o qual morreu em Sintra, no dia 22 de Agosto desse mesmo ano.

Em 1944, a sede da companhia de seguros Império muda para o nº56 da Rua Garrett, o prédio do café Chiado, o famoso Marrare. Aos seguros marítimo, de acidentes pessoais e de incêndio, juntam-se, no ano seguinte, os seguros de automóveis, de cristais, de caçadores, de responsabilidade civil e os seguros de vida, dos quais se destaca o Seguro Popular de Vida, produto inovador de enorme sucesso que acabou por marcar a definitiva transição da Império, de companhia cativa do grupo CUF para uma seguradora com características universais.

Em 1947, os prémios de seguro direto totalizavam 32 mil contos e em 1963, esse total ultrapassava já os 200 mil contos. Nesse ano, a Império aumentou o seu capital para 100 mil contos, e criou a imagem do “Homem Império”, um especialista em segurança e um amigo das famílias. Lançou campanhas de publicidade, que criaram filas de horas de espera às portas das agências; formou e atualizou pessoal, no que aliás foi pioneira, e internacionalizou-se.

Em 1971, foi a primeira seguradora portuguesa, a ultrapassar a barreira de um milhão de contos em prémios. Nacionalizada em 1975, a Companhia de Seguros Império absorveu a Sagres e a Universal.

Em 1977 e em 1980 integrou as seguradoras Alentejo e parte da Açoreana, respetivamente, tendo passado a Sociedade Anónima de Capitais Públicos em 1990. Em 17 de Novembro de 1992, a Império é reprivatizada. Comemora os seus 50 anos e regressa, nesse dia, ao controlo do Grupo Mello. A 11 de Janeiro de 2000, o Grupo José de Mello e o Banco Comercial Português, estabeleceram um acordo de integração dos respetivos grupos financeiros.

No dia 12 de Maio de 2000, é lançada pelo Banco Comercial Português, S.A. uma oferta Pública Geral de Aquisição de Ações da Companhia de Seguros Império, S.A., passando a companhia a fazer parte do Grupo Banco Comercial Português. Em 2000, é constituída a Império Bonança – Companhia de Seguros S.A., dando-se início a um processo de convergência.

Generali 

A seguradora italiana Generali, abriu a sua sucursal em Portugal, denominada Generali – Companhia de Seguros, S.p.A. em 1942, passou a operar no mercado português, nos ramos não vida, e da Generali Vida S.A. para os ramos vida. Esta tem sede em Lisboa e abriu uma rede de escritórios espalhados pelas principais cidades do país , mantendo-se em atividade até aos nossos dias.

1943

medalha.nauticus (1)

Nauticus – Companhia de Seguros, fundada em Lourenço Marques, cidade  moçambicana ex- província ultramarina de Portugal.

1944

  • Surgem a Mútua da Lavoura Sociedade Mútua de Seguros  (não chegou a iniciar atividade)
  • e a Angola – Companhia de Seguros, fundada em Luanda,  cidade angolana na altura sobre o domínio português.

1946

Seg. Industrial

  • Em 1946, nasce a Seguradora Industrial – Companhia Nac. de Seguros, a sua sede era no Largo do Corpo Santo, nº 16-2º e em 1951, transferiu-se para a Travessa do Almada nº12, estando nesse local até ao ano de 1963.
  • é criada a Angolana, extensão da Fidelidade em Angola.

1948

ourique.1

Em 1948, fundou-se em Lisboa com sede na Av. da Liberdade, nº211 a Ourique Companhia de Seguros.

1952

É fundada a Companhia de Seguros e Resseguros Universal, integrada na Império em 1976. Por essa altura a Mundial Confiança era a Líder do marcado, tendo no Chiado a sua sede no edifício do Largo do Chiado nº8. (foto abaixo).

Só 3 das 30 maiores companhias em 1952 conservam as marcas, muitas foram integradas mas nenhuma desapareceu na história. Fidelidade teria hoje mais de metade do mercado. Ver ranking.

Depois de 70 anos de nacionalizações, fusões, privatizações e transferências de carteiras a Fidelidade é hoje a líder no mercado português tendo em 31/12/2021 ,  29,1 de quota, em 1952, a seguradora era a 4ª maior no mercado nacional e se, desde aí, muitas marcas desapareceram, ficaram apenas as suas memórias.

Também o Grupo Ageas Portugal teria em 1952 12% do mercado, e não 16,4% como tem em 2021, sendo a segunda seguradora em Portugal.  Adicionando as companhias que, entre outras, lhe deram origem como a Tagus, Garantia ou Douro. A alemã Allianz já tinha uma presença forte no mercado nacional através da SPS e da Portugal Previdente entre outras.

A Tranquilidade, integrou-se no Grupo Generali em 2020, ligada ao Grupo Espírito Santo. Era a 2ª maior em 1952 com 11,9% de quota de mercado.  passa em 2021 para 3º com 8,6% de quota. A  Generali Seguros herdou negócios de 1952 através da O Trabalho, Nacional e Açoreana, marca ainda hoje utilizada a par com Tranquilidade nos Açores.

1953

Em 1953,  cabe a vez ao professor catedrático Dr.  Pedro Mário Soares Martinez,  editar o livro  sobre a  “Teoria e Prática dos Seguros”.    Pedro  Martinez, nasceu em Lisboa no dia 21 de Novembro de 1925, e sendo filho de Pedro Nicolas Martínez, atuário e diretor da Companhia de Seguros “A Mundial”, talvez por isso o tema lhe tenha suscitado o interesse que se impunha na altura.

1954

  • Fundada em Luanda pela seguradora Garantia existente na altura em Portugal, surge  a Garantia AfricaCompanhia de Seguros,
  • também nessa altura, foi fundada em Lourenço Marques (Moçambique), por iniciativa da Seguradora Nauticus que operava nessa província Portuguesa, a Companhia Resseguradora de Moçambique.

1956

Em 1956, surge a Tranquilidade de Moçambique – Companhia de Seguros, fundada em Lourenço Marques,  cidade de Moçambique,  na altura província ultramarina Portuguesa.

1957

Em 1957, surgem também:

  • Corporação de Créditos e Seguros,
  • Africa – Companhia  Resseguradora, fundada na cidade de Luanda  em Angola,
  • Nacional de Angola – Companhia de Seguros, fundada na cidade de Luanda  em Angola,
  • Mundial de Moçambique – Companhia de Seguros, fundada em Lourenço Marques,  cidade de Moçambique  na altura província  Portuguesa,
  • Ultramarina – Companhia de Seguros, fundada na cidade de Luanda  em Angola,
medalha.universal (1)
  • Universal de Angola – Companhia de Seguros, fundada na cidade de Luanda  em Angola.

1959

Surge em Angola, fundada na cidade de Luanda, a Fidelidade AtlânticaCompanhia de Seguros.

1960

companhia-nauticus (1)

Em 1960, é fundada  mais uma seguradora nas províncias ultramarinas da altura, Nauticus de Angola – Companhia de Seguros, com sede em Luanda.

1968

É a partir desta data que estas duas companhias, a “Mundial “ e a “Confiança”, iniciam um processo de aproximação gradual que, por circunstâncias várias, se concluiria formalmente somente uma década depois.

1969

Dada a necessidade cada vez mais crescente de fazer seguros de cauções, referentes ás transações comerciais, surge a Cosec.

É constituída a Cosec em 29 de Dezembro, com capitais maioritariamente públicos, como seguradora especialmente dedicada ao ramo cauções. Dois anos depois são emitidas as primeiras Apólices, Seguro de Crédito Interno e Seguro de Crédito Externo – Riscos Comerciais e Políticos. Em 1973, inicia-se a exploração do Ramo de Seguro Caução. Em 1975 com a revolução, é feita a nacionalização. Em 1980, são aprovados os estatutos da Cosec – Companhia de Seguro de Créditos, E.P. .O Banco de Investimento Público, passa a ser o maior acionista (BFE): passados seis anos, é criado o primeiro sistema de Seguro de Investimento Direto Português no Estrangeiro.

Em 1989, inicia-se o processo de privatização, com a transformação da COSEC em sociedade anónima de capitais maioritariamente públicos; volvidos dois anos, inicia a  1ª fase de privatização da Cosec em  (51%). Em 1992, é feita a  2ª fase de privatização da Cosec (100%). Em 1993, a empresa é reorganizada e são instituídas áreas operacionais em Lisboa e Porto, e aberta a delegação de Aveiro.  Assim, em 1996 são emitidas as primeiras apólices COSEC PME. O Banco BPI passa a sócio maioritário. Em 1998, a estrutura acionista da Cosec é composta por acionistas portugueses (78,5%) e estrangeiros (21,5%). Entre os primeiros, figuram bancos e instituições de crédito (66,5%) e seguradoras (12%). Entre os segundos, congéneres (17%) e resseguradoras (4,5%). No ano seguinte, é criada a COSECnet. Em 2001, inicia-se a  cooperação com a Euler Hermes, que em 2004  passa a ser acionista da Cosec, juntamente com o BPI, partilhando em 50% o capital da seguradora de créditos.

1971

As duas companhias, a Mundial e a Confiança, adquirem em conjunto o domínio da “Continental de Resseguros“, detendo cada uma 40% do capital.

Nesse mesmo ano, José Carlos Moutinho de Almeida,  publica o livro “O Contrato de Seguro no Direito Português e Comparado”. Este versava os temas, contrato de seguro, direito dos seguros, resseguro, seguros de danos, seguros de pessoas,  direito do contrato de seguro e direito comparado. Esta edição, na altura, foi publicada pela livraria  Sá  da Costa, sendo  a edição patrocinada pelo Grémio dos Seguradores.

1974

25abril

Até ao final da década de 70, a mediação em Portugal era pouco profissional, sem legislação ou estatuto próprio. Era reduzido o número de corretores e mediadores organizados. Os mediadores eram recrutados com base nas influências, que tinham na sua zona habitacional, ou relacional, nomeadamente no campo profissional, por isso eram convidados para mediadores de seguros: padeiros, carteiros, funcionários de repartições públicas, empregados bancários, barbeiros, empregados de balcão, funcionários da companhia elétrica, contabilistas, etc.; enfim, todas as pessoas que se relacionavam no dia-a-dia com o grande público, e que de alguma forma podiam agilizar os processos na empresa, ou instituição onde prestavam serviço. Outra área onde as seguradoras assentavam o seu recrutamento na altura, era no meio empresarial, convidando os próprios empresários, ou familiares diretos a efetuarem os seguros das suas próprias empresas, prometendo-lhes um ganho adicional, as “comissões”. O grau académico não tinha nenhum significado, bastava saber ler e escrever. A formação ou era inexistente, ou  mínima. Convém referir também, que na altura, os seguros, exceto o ramo acidentes de trabalho, não eram obrigatórios. À que mencionar ainda, que mesmo o seguro de automóvel, não era nessa altura obrigatório.

A revolução de Abril de 1974, veio nessa época  pôr em causa todos os intermediários, nos vários negócios, e a mediação não foi exceção, sofrendo ataques de vários setores; em Março de 1975, os sindicatos decretavam piquetes de greve nas instalações das seguradoras e dos corretores; faziam-se plenários por tudo e por nada, e havia sobretudo, uma grande incerteza na continuidade desta classe profissional.

1975

Através do Decreto-Lei nº. 135-A/75 de 15 de Março, dá-se a nacionalização de todas as companhias de seguros de capital português, passando a estar agrupadas, surgindo assim vários grupos de seguradoras: Grupo Segurador MSA (1); a Aliança Seguradora(2)que agregou a Argus  a Douro, a Mutual, a Ourique e a Tagos ; a Bonança(3) tendo integrado a Comércio e Industria a União e a Ultramarina;  a Mundial(4) que tinha integrado a Confiança e a Patria; e por fim a Império(5); a Tranquilidade(6); e a Fidelidade(7).

 Após um escasso período de Comissões Administrativas, entre 11 de Março de 1975 e Janeiro de 1976, é nomeado um único Conselho de Gestão para gerir as três entidades seguradoras :A Mundial“, “A Confiança” e a “Continental de Resseguros“, ao abrigo da legislação das empresas nacionalizadas de seguros.
 1976
isp

Em 1976, após revolução, é criado o Instituto Nacional de Seguros, organismo que passou a supervisionar toda a atividade seguradora,

aprose

e para tutelar os mediadores, muitos desorganizados na altura, surge em 1976, a Aprose.  Começa-se na época  também, a esboçar o que seria o futuro  estatuto do mediador, que só acabaria por ser regulamentado definitivamente em 30 de Julho de 1982, através do Decreto-lei nº 302/82.

1977
São fundidas as seguradoras, Sagres e Universal por incorporação na Império.
1978
É aprovado pelo Terceiro Governo Constitucional, o Decreto-Lei nº. 312/78 de 25 de Outubro, o qual cria a Companhia de Seguros Mundial Confiança, E.P., por fusão das duas companhias, A Mundial e A Confiança.

A crise resultante do período da revolução, veio acentuar-se de uma forma muito negativa nesta década de 80; assistíamos diariamente ao aparecimento de empesas que entravam em insolvência, e a grande maioria, com salários em atraso; os governos, esses caiam todos os anos, criando grande instabilidade e quebra de confiança. O reflexo desta situação, fazia-se sentir claramente na mediação, onde as empresas não pagavam os seguros, bem como os clientes particulares que trabalhavam nessas empresas.

1979
mundial.1
 O Decreto-Lei nº. 528/79 de 31 de Dezembro, funde as companhias de seguros Mundial ConfiançaA Pátria, mantendo a denominação da primeira.

Da-se a fusão de cinco seguradoras (Douro, Tagus, Argus, Mutual e Ourique), que dão nascença à Companhia de Seguros Aliança Seguradora, EP, na cidade do Porto, e também em 1979, nasce a Companhia Previdência (Mutualidade) em Lisboa.

1980

Finalmente em 1980, muitos seguros passaram a ser obrigatórios, nomeadamente o seguro de automóvel, tendo sido fixado na altura um capital mínimo obrigatório de responsabilidade civil em “400.000$00” (1.995,19€).

Custando então, um seguro para um ciclomotor “916$00” ano (4,57€), e para um seguro automóvel de veículo  ligeiro de passageiros, o prémio total anual era de “3.318$00” (16,55€). O prémio total anual cobrado, era igual em todas as seguradoras existentes.

Mas havia alguma concorrência, fazendo-se sentir apenas  a nível empresarial, nomeadamente, no ramo acidentes de trabalho, com as famosas taxas médias ponderadas.

Exemplo de cálculo:

  •  Era feita uma análise do número de pessoas existentes de cada profissão, dentro da atividade da empresa, e dos respetivos salários, de seguida era calculada a taxa correspondente de cada profissão, encontrando-se depois uma taxa média ponderada, que normalmente era majorada, com as taxas resultantes das classes profissionais de menor risco em cada atividade.
No ramo automóvel esboçavam-se as primeiras apólices de frota, com os descontos aplicados para as frotas, caso as empresas tivessem mais de dez viaturas. Mas nos outros ramos, e sobretudo os seguros dos clientes particulares, as coisas eram bem mais fáceis. As taxas, eram as das tarifas da altura, e estas eram calculadas com bases técnicas, cujo “saber”, os técnicos das seguradoras, guardavam religiosamente nas gavetas, sendo a formação e a informação para a mediação, escassas ou inexistentes.

Com a revolução vieram as nacionalizações das companhias, e na altura acabaram por ficar somente seis grandes seguradoras, e outras tantas mistas ou mútuas. Aos mediadores, foi vedado o exercício da atividade, nos negócios públicos, que tinham um grande impacto nas suas carteiras dado a maioria do tecido empresarial ter sido nacionalizado. Mas mesmo assim, indiscutivelmente, a obrigatoriedade de alguns ramos, veio trazer o crescimento das carteiras dos mediadores e das seguradoras.

A Companhia de Seguros Bonança, faz a fusão com as seguradoras União, Ultramarina e Comércio Industria. Também nesse ano,  o Grupo MSA é integrado na Fidelidade.

1981

A Companhia de Seguros Alentejo, é integrada na Império.

1982

É criada a  APS – Associação Portuguesa de Seguradoras e alterada a denominação do organismo que tutela os seguros, passando a designar-se como ISP –  Instituto de Seguros de Portugal.

1984

De alguma forma, os medidores de seguros que até 1984, tinham a vida mais facilitada na cobrança, também a partir aí, passaram a ter um fator mais limitativo, dado o aparecimento da lei da cobrança, que pôs cobro a situações existentes, completamente irregulares, pois haviam alguns mediadores que estavam anos sem prestar contas às companhias! Durante esta década, a evolução da mediação não foi muito significativa.

1985

alico.1

A American Life Insurance Company, foi autorizada a abrir em Portugal  uma sucursal da seguradora com sede nos EUA, denominada American Life Insurance Company, iniciando a comercialização do ramo Vida em 1985.

O aparecimento em 1985 dos produtos financeiros, veio dar um novo folêgo à atividade seguradora, tanto nas próprias seguradoras, como na mediação, começando assim a desenhar-se a abertura de um novo e florescente  mercado, que viria durante quase toda a década seguinte, a aumentar  substancialmente o peso dos produtos financeiros nos balanços das seguradoras, principalmente seguradoras vida.

1986

europa

A 1 de Janeiro de 1986, Portugal entrou na Comunidade Europeia, e a partir daí era inevitável, o aparecimento de novos operadores, tanto estrangeiros, como nacionais; assim surgem, novos corretores com maior agressividade, e novos canais de distribuição, nomeadamente, os bancos, correios, empresas de leasing, companhias de seguros diretas, venda por telefone, e venda por internet.

Já há alguns anos que o organismo que tutelava os seguros na altura “ISP”, vinha dando novas orientações às companhias, defendendo a profissionalização dos mediadores, fato que seria inevitável a partir desta data. Os mediadores tinham necessariamente que se profissionalizar, e começam pois, a aparecer os “consultores”, novas “sociedades de mediação” e “ novos corretores”, muito mais profissionais, e com propostas de valor personalizadas.

A 6 de Junho de 1986, foi fundada a Lusitania – Companhia de Seguros, SA. A escritura de fundação foi celebrada no auditório do Montepio Geral, e contou com a presença do Sr. Secretário de Estado do Tesouro, do Presidente do Instituto de Seguros de Portugal, além dos fundadores e de muitas personalidades do meio financeiro e empresarial. Primeira seguradora criada depois de 1947, e a primeira após a abertura da banca e dos seguros à iniciativa privada, a Lusitania é uma sociedade anónima de capitais inteiramente portugueses, cujo principal acionista é o Montepio Geral.

A Lusitania iniciou a sua atividade na Torre 2 das Amoreiras, em Lisboa, complexo empresarial e comercial então recém concluído. Em 24 de Novembro, abriu ao público, e optou por operar em todos os tipos de seguro não vida, apoiada numa equipa jovem e numa informática evoluída, tendo por base de trabalho um atendimento rápido, personalizado e eficaz.

Em 25 de Agosto de 1988, deu-se o incêndio no Chiado e a cidade acorda em pânico. A baixa de Lisboa está a arder. Este sinistro, que destruiu uma significativa percentagem dos edifícios pombalinos do coração da cidade, constituiu um marco na história da capital e da Lusitania. Na zona está a sede social do Montepio Geral e os célebres armazéns “Grandella”, edifício já seguro na Lusitania e que ao tempo se vê afetado. Com pouco mais de um ano de existência, a Lusitania acompanha as companhias de maiores tradições no mercado, sendo então, confrontada com um sinistro de enormes proporções para a sua dimensão. Porém, tal sinistro comprovou a boa performance técnica e financeira da empresa, ao ter sido a primeira a apurar e regularizar os prejuízos.

Em 18 de Dezembro de 1995, foi inaugurado no Porto, o edifício sede da zona norte, tendo contado com a presença da Sra. ministra da Saúde, do governador civil do Porto e do presidente da câmara, para além dos órgãos sociais da empresa, dos trabalhadores da região e dos principais clientes e colaboradores. Construído de raiz para albergar os serviços da companhia, o edifício, de grande prestígio, passou a reforçar a imagem da Lusitania na zona norte, onde a empresa possuía excelente implantação. Em Abril de 1988, foi efetuada a transferência da sede para o  palácio de Porto Covo. Após as obras de recuperação do edifício, a Lusitania transferiu todos os serviços da sua sede social, das Amoreiras para o palácio do Porto Covo, na Rua de São Domingos à Lapa, nº 35, em Lisboa. Para além da melhoria em espaço e condições de trabalho, a empresa alcançou ainda e em especial, uma dimensão qualitativa em termos de identidade e imagem, que vão muito para além das expectativas iniciais. Em Abril de 2000, constitui-se a Moçambique Companhia de Seguros SARL, com sede na cidade de Maputo, que ficou instalada na Av. 25 de Abril. A referida companhia, surgiu associada ao Banco de Desenvolvimento e Comércio,  cuja instalação foi coordenada pela Lusitania, e tem como objetivo, o apoio aos principais agentes económicos moçambicanos.

Em 06 de Junho de  2002, procedeu á inauguração do auditório António da Costa Leal, coincidindo com o seu 16º aniversário. Nesse mesmo ano, foi inaugurada a exposição permanente da coleção de moedas de ouro da empresa. Em 07 de Outubro, a Lusitania foi distinguida com o prémio de produtividade pela Associação Industrial Portuguesa.  Em  Dezembro de 2009, procedeu á aquisição da Real Seguros e da Mutuamar.   A primeira operação incluiu, também, a aquisição da N Seguros, seguradora que utiliza, exclusivamente, o canal direto dirigido ao segmento de particulares. Com a integração da Real Seguros e da Mutuamar na Lusitania,  o grupo Montepio passou na altura, a deter no âmbito da atividade seguradora, uma quota de mercado de 6,3%, tornando-se o segundo maior operador de seguros de capital integralmente nacional e o 6º do ranking geral.

Em Junho de 2010, procedeu ao lançamento da unidade de negócio autónoma LusitaniaMar, marca que tem como principal área,  os seguros de navios e os seguros de transporte de mercadorias.

Quando em Junho de 1986, surge a primeira seguradora privada em Portugal, a Lusitania, já o mercado mostrava claramente sinais de retoma. Nessa altura, as seis grandes seguradoras existentes, não se tinham modernizado, estando velhas, e sendo nacionalizadas eram burocráticas.

tecnologias

Os mediadores começavam a negociar agora, com os novos empresários pós revolução, que precisavam de respostas mais rápidas e de maior competência, pois novas tecnologias iam aparecendo, nomeadamente o fax, os computadores e mais tarde o telemóvel.

Algumas das mistas, começavam agora a aproveitar-se da sua máquina mais leve, mais tecnológica e menos burocrática, nomeadamente a GeneraliA Social, dado serem estas as mais combativas. Se na altura o aparecimento da Lusitania, foi sinónimo de personalização, competência, eficiência, solidez, sensatez e rentabilidade, precedida aliás pela Ocidental, a seguradora Global, veio com uma estratégia menos prudente, sendo muito mais agressiva, fazendo assim uma forte concorrência às seguradoras existentes; até aqui, o seguro automóvel tinha um custo semelhante nas várias seguradoras, salvas raras exceções, normalmente precedidas com a obrigatoriedade de se fazerem prémios noutros ramos, com percentagens superiores ao automóvel. Esta nova seguradora veio criar um novo fator desestabilizador no mercado. Foi determinante a sua estratégia, tendo sido esta que iniciou o ciclo que arrastou a indústria seguradora para o panorama atual.

Na década de noventa, com o aceleramento do crescimento da economia, e com as progressivas desnacionalizações, as grandes seguradoras existentes “monstros de pés de barro”, tiveram que se modernizar e acordar para esta nova realidade.

Até aqui, na grande maioria dos mediadores, cada ano que passava, a sua carteira aumentava 30% no mínimo, sem nada fazer para isso! Quer isto dizer, que o seu rendimento aumentava 30% ao ano. Este pressuposto já era passado, e os mediadores foram tomando consciência que algo de novo se estava a passar: o aparecimento da ” globalização”. Este processo, é na sua essência, a forma como os mercados de diferentes países interagem e aproximam pessoas. A quebra de fronteiras, gerou uma expansão capitalista, sendo possível a partir daí realizar transações financeiras e expandir os negócios – até então restritos ao mercado interno – para mercados distantes e emergentes; Portugal, sendo um país periférico, com fracos recursos económicos e vivendo principalmente de serviços, passava a ter novos concorrentes; o reflexo deste novo fenómeno, fazia-se sentir claramente, nas seguradoras e também na mediação,  fazendo com que o mesmo  viesse a provocar a canibalização nessa altura, sobretudo nos corretores; mas que pouco a pouco, se foi estendendo aos mediadores em geral e na década seguinte, às seguradoras.

  • Também em 1986, os espanhóis inscrevem no ISP a Mapfre Portugal,
  • nesse mesmos ano é inscrita, no ISP a Chartis Europa, SA – sucursal autorizada em Portugal com sede nos EUA, vindo a explorar ramos não vida.

1987

  • Em 15 de Maio de 1987, foi constituída a Lusitania Vida, Companhia de Seguros, SA, empresa dedicada, em exclusivo, à exploração do ramo vida e em cujo capital, a Lusitania participava no seu quadro de acionistas, sobressaindo também aqui, o Montepio Geral.

Nesse ano, foram ainda constituídas as seguradoras:

  • Ocidental – Companhia Portuguesa de Seguros S.A., para explorar ramos não vida,
  • Ocidental – Companhia Portuguesa de Seguros de Vida, SA, foi constituída em   1987, para explorar o ramo vida.

1988

  • Em 1988, foi constituída a Companhia de Seguros – Global, empresa dedicada em exclusivo, à exploração do ramo não vida.

  • Nesse mesmo ano, foi constituída a Companhia de Seguros REAL, empresa que reuniu um grande número de acionista principalmente do norte do País, que veio a ser integrada na Lusitania em 2009.

1989

azul

U.A.P. – VIE

As delegações gerais da UAP passam a sociedades de direito local, surgindo as designações UAP Portugal, Companhia de Seguros de Vida, S.A. e a UAP Portugal, Companhia de Seguros, S.A., com sede em Lisboa. A Aliança Seguradora, EP é transformada em pessoa coletiva de direito privado, passando a Aliança Seguradora, S.A.. A UAP adquire uma participação na Garantia, iniciando-se o projeto Garantia UAP Seguros.

1990

Através do Decreto-Lei nº. 271/90 de 7 de Setembro, a “Companhia de Seguros Mundial Confiança, E.P.“, é transformada em sociedade comercial anónima, de capitais exclusivamente públicos.

rua liberdade

Em 19 de Outubro de 1990, nasce a 1ª empresa de mediação de seguros no concelho da Figueira da Foz, a Credimédia Seguros – Mediação de Seguros Lda.

Desde o início, que o foco, foi prestar o melhor serviço aos clientes, criando uma assessoria assente na gestão profissional de seguros, quer comercial, quer no apoio nos sinistros.

Para poder prestar a assistência que cada cliente merece e exige, a Credimédia possui plataformas informáticas específicas e concebidas à medida das necessidades, designadamente o GSegur, programa desenhado pela empresa, o qual no momento também é já comercializado para outras empresas concorrentes.

Contrariamente à estratégia das seguradoras, que desde a década de 90, têm vindo a centralizar os serviços nas capitais de distrito, fechando balcões, a Credimédia optou por expandir os seus pontos de venda, estando neste momento, presente nos distritos de Coimbra e Leiria, com maior incidência nos concelhos de Figueira da Foz, Pombal, Montemor-o-Velho, Condeixa-a-Nova e Leiria. Mas também, com representação a nível nacional, através da sua rede de promotores.

Fruto da dedicação e empenho, alicerçados nas parcerias com todas as companhias do mercado e nos protocolos com várias entidades, a Credimédia gere neste momento uma carteira de milhares de clientes.

Assim, chega a Credimédia a 2015, celebrando 25 anos de existência.

1991

oceanica2

Em 1991, surge em Lisboa com sede na Rua do Ferragial, a Oceânica, Companhia de Seguros, S.A., tendo a sua origem na Mútua dos Navios Bacalhoeiros, Sociedade Mútua de Seguros que se transformou em sociedade anónima, tendo alterado a sua denominação para Oceânica, Companhia de Seguros, S.A.. Em 1999, esta foi incorporada, por fusão, na Companhia de Seguros Açoreana, S.A., empresa do grupo Banif.

1992

Em 14 de Abril, realiza-se a reprivatização da Mundial-Confiança, tendo o controlo acionista sido reassumido pelo grupo empresarial que detinha participação maioritária no período anterior à nacionalização da seguradora. Em 4 de Junho de 1992, é assinado pela seguradora Lusitania, o contrato para a compra do capital social da Pearl de Portugal, companhia de direito português, propriedade da Pearl Assurance, de Londres. Com esta compra, a Lusitania ampliou a sua carteira e ganhou na altura, uma maior implantação regional, através do aumento da rede de agentes.

1994

Em 1994, tiveram início de atividade:

  • Companhia de Seguros Tranquilidade Vida, S.A.
  •  Esumédica – Prestação de Cuidados Médicos, S.A.
  •  Rural Seguros, tendo inicialmente esta designação comercial, em consonância com o mercado então tradicional, do grupo Crédito Agrícola. A Rural Seguros foi constituída pela Caixa Central e pelas CCAM da Batalha, Costa Azul, Pombal e Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Esposende, iniciativa que foi secundada por um conjunto de cerca de 65 Caixas Agrícolas, que se constituíram como suas acionistas. As suas primeiras instalações foram no edifício sede do Crédito Agrícola, na Rua Castilho.

1995

logo Aliança UAP

  • Em 1995, dá-se a constituição da Aliança UAP,
  • e da Médis – Companhia Portuguesa de Seguros de Saúde, S.A., constituída para explorar ramos não vida, especializada nos ramos doença e assistência.

1996

  • Nesse ano, foi constituída a Espírito Santo, Companhia de Seguros, S.A.,
camara
  • e também nesse ano, é criada a Câmara Nacional dos Peritos Reguladores,
  • ainda neste ano, a Sociedade Portuguesa de Seguros adquire as operações em Portugal da PFA, companhia do Grupo Athéna,
seguro directo
  • Seguro Directo Gere  Companhia de Seguros, S.A., é constituída para explorar ramos não vida.
Prevoir
  • Dá-se o estabelecimento em Portugal, de uma sucursal da empresa de seguros francesa, a Prevoir – Vie Group Prevoir, que veio explorar o ramo vida.

1997

  • Em 1997, é constituída em Portugal a Axa Portugal. Tudo começou em 1991, quando a Aliança Seguradora S.A. é privatizada a 51%, e é então, que os maiores acionistas da Aliança Seguradora, da Garantia e da UAP Portugal (vida e não vida) decidem juntar as suas atividades e estabelecem um protocolo para a criação do Grupo Segurador Aliança UAP. Em 1992 a UAP Portugal, Companhia de Seguros de Vida, S.A., aumenta o seu capital e altera os estatutos, passando a designar-se como Aliança UAP, Companhia de Seguros de Vida, S.A, e a partir daí iniciam-se as operações conducentes à fusão das três companhias. Em 1993, a carteira do ramo vida da Aliança Seguradora, S.A. passa para a recém-constituída Aliança UAP, Companhia de Seguros Vida S.A. e em 1995, é feita a constituição oficial da Aliança UAP, Companhia de Seguros, S.A..  Finalmente em 1997, a Aliança UAP muda de nome e de imagem depois da fusão entre a AXA e a UAP, em França. Passa a chamar-se Axa Portugal, fazendo parte do Grupo AXA. Em 1999, faz a integração da Royal Exchange, após a aquisição do grupo britânico Guardian Royal Exchange pelo Grupo AXA,
via directa
  • Via Directa – Companhia de Seguros, S.A., foi constituída para explorar ramos não vida.

1998

zurich

Em 1998, a seguradora Metrópole adotou oficialmente a designação de Zurich Companhia de Seguros S.A. com a respetiva criação e adoção de um novo logotipo.  Também nessa data, lançou-se no ramo vida através da Zurich Life e da Eagle Star Vida, respetivamente.

Em 2001, a  Zurich Espanha adquire a Aide Assistência, Companhia de Seguros & Resseguros S.A. , uma nova companhia de Assistência com implementação em Espanha e em Portugal. O Grupo Zurich Financial Services, assinou um acordo de mútua compra e venda de algumas empresas com o Deutsche Bank. Em Portugal, este acordo traduziu-se na fusão da DB Vida com a Zurich Life e a Eagle Star Vida. Em 2003, dá-se a integração das três companhias numa única: Zurich – Companhia de Seguros Vida, S.A.

Em 2010, com vista à otimização dos seus recursos, simplificação operacional e à excelência requeridas num mundo cada vez mais competitivo, a atividade do ramo não vida, passou a ser desenvolvida pela Zurich Insurance plc – Sucursal em Portugal, uma sucursal da sociedade irlandesa Zurich Insurance plc.

CA Seguros Vida

Ainda em  1998, no Grupo Crédito Agrícola, nasceu a  companhia de seguros do ramo vida,  a Crédito Agrícola VidaFoi com o intuito de acompanhar a crescente competitividade do mercado financeiro e de oferecer aos clientes do Grupo CA um serviço completo e integrado, que surgiu no mercado a CA Vida.

A primeira década da CA Vida, reflete um crescimento e posicionamento, sustentados no mercado e no Grupo Crédito Agrícola.

1999

allianz.2

A  Allianz Portugal nasceu em Portugal em 1999, após fusão da Portugal Previdente e da Sociedade Portuguesa de Seguros, no quadro de uma vasta reorganização do Grupo Allianz em todo o mundo; e após a tomada de controlo do Grupo AGF.

2000

Em Novembro de 2000, foi assinado pela seguradora Lusitania em Lisboa, o contrato de compra da delegação portuguesa de seguros não vida, da Royal & Sun Alliance.

Também nesse mesmo ano, é incorporada a Império na Bonança, passando a designar-se como Império Bonança – Companhia de Seguros S.A. e inicia-se um processo de convergência: uma seguradora, duas marcas, duas redes. Entretanto, o dia 29 de Abril de 2002, marcou a unificação da rede de balcões da Império Bonança e o lançamento da sua nova imagem. A Império Bonança integrou assim as suas estruturas, nomeadamente nas áreas de consolidação dos sistemas operativos, no alinhamento completo dos seus produtos e serviços, na reestruturação das suas redes comerciais e na consequente unificação da marca Império Bonança. A nova marca, incorporou a cultura e implantação de ambas as marcas e projetou uma imagem de solidez e dinamismo. A 19 de Julho de 2004, o Banco Comercial Português S.A. chegou a acordo com o Grupo Caixa Geral de Depósitos relativamente à alienação de 100% do capital social da Império Bonança – Companhia de Seguros, S.A., tendo as formalidades relativas à alienação, sido concluídas no dia 28 de Janeiro de 2005.

2001

Só mais tarde em 31 de Julho de 2001, após a aprovação da transferência de carteira da Royal & Sun Alliance para  a Lusitania, foi assinada em Lisboa, no Palácio de Porto Covo, sede social da Lusitania, a escritura de compra das agências gerais em Portugal das duas empresas britânicas, Royal & Sun Alliance Insurance PLC e Sun Insurance Office, Limited, com a respetiva transferência da carteira de seguros não vida. Com esta operação, esta seguradora aumentou em 25% a sua carteira de prémios e recebeu uma colaboração de uma significativa rede de agentes, e técnicos em especial no sul do país, ascendendo assim a uma dimensão e posição potenciadoras de bom crescimento e alta performance e rentabilidade no mercado português.

2002

  • Em 2002 a seguradora francesa Macif, em conjunto com alguns sindicatos e mutuas portuguesas, cria a seguradora Eurosap.  Mais tarde, e fruto dos maus resultados técnicos e imagem pública, acaba por ser vendida à Fundação Oriente, que  alterou a sua denominação para Companhia de Seguros Sagres,
  • ainda nesse mesmo ano e por fusão, a Açoreana incorporou as seguradoras Oceânica e Trabalho,
  • no dia 10 de Setembro de 2002, finalmente, concluiu-se a fusão entre as Seguradoras Mundial-Confiança e Fidelidade, culminando num conjunto de operações de reestruturação do sector segurador do Grupo Caixa Geral de Depósitos, iniciadas em Março desse ano. A “nova” companhia, passou a operar através das marcas e redes “Mundial-Confiança” e “Fidelidade” que, embora integradas numa mesma entidade jurídica, apresentam individualidade comercial.

2003

A aquisição da carteira de seguros da Génesis, realizou-se no dia 22 de Dezembro de 2003, pela seguradora Lusitania, com a presença do presidente da Lusitania (Montepio), na altura Dr. António da Costa Leal, e o representante da Génesis, D. José Maria Dot.

liberty.3

Também em 2003, a Liberty, empresa americana, comprou a Europeia e passou a marcar presença no mercado nacional.

2006

CA.seguros

  • A alteração da designação de Rural Seguros para Crédito Agrícola Seguros – CA Seguros, ocorreu em 22 de Setembro de 2006, em coerência com a nova imagem do Grupo CA e numa lógica de bancasseguros.

combined

  • Também em 2006, a Combined Insurance Company Of Europe Limited, abre em Portugal uma sucursal da empresa de seguros irlandesa Combined Insurance Company of Europe Limited, que veio explorar ramos não vida, principalmente acidentes pessoais.

2007

  • Em 2007, foi constituída a N Seguros, S.A, seguradora direta de comercialização de seguros por telefone, explorando  os ramos não vida.

aga

  • A Aga Internacional – Sucursal em Portugal, empresa de seguros suíça da Elvia ReiseversicherungsGesellshaft, AG abriu uma sucursal em Portugal. em 2008, juntou-se à Elvia Reiseversicherungs-Gesellschaft, sucursal em Portugal  tendo alterado a sua denominação social para Mondial Assistance International AG, e posteriormente em 2010, a Mondial Assistance International AG alterou a sua sede social para França e a sua denominação social para Mondial Assistance International, S.A.. Em 2011 a Mondial Assistance International S.A. alterou a sua denominação social para AGA International. No dia 20 de Abril de 2012 a Mondial Assistance Portugal altera denominação e imagem corporativa para Allianz Global Assistance.

2009

Em 10 de Julho de 2009, foi assinado pela seguradora Lusitania, em Lisboa, o contrato de promessa de compra e venda das seguradoras portuguesas de seguros não vida, Real e N-Seguros; tendo em 31 de Dezembro de 2009, sido integradas na totalidade, extinguindo-se a marca Seguradora Real, mantendo-se no entanto a marca N-Seguros.

Também nesta data, foi integrada a Mutuamar-Mútua de Seguros dos Armadores de Pesca de Arrasto por aquisição, tendo a Lusitania criado, resultante desta incorporação, a marca Lusitania Mar.

Em 12 de Novembro de 2009 o Banif acordou a compra de mais de 80% do capital das companhias de seguros Global e Global Vida, por 117 milhões de euros. Com este negócio, o grupo de Horácio Roque, que já detinha a Açoreana, passou a ser responsável por 1,4 mil milhões de euros em ativos e mais de 680 milhões de prémios brutos anuais no negócio segurador. O negócio ficou no entanto nessa altura, pendente das devidas autorizações normais nestes processos, designadamente do ISP e da  Autoridade da Concorrência.

2010

Neste ano, cabe a vez da Fundação Oriente, alienar a sua posição para a francesa Macif, tendo esta tido a necessidade de renovar a marca Sagres, optando por mudar o nome para Macif.

Também neste ano, a centenária seguradora Açoreana integra a Global.

2011

Victoria

A Asefa  manteve a marca Victoria, que está em Portugal desde 1930. Em comunicado, o segundo maior grupo segurador alemão, anunciou um acordo de venda da Victoria Internacional de Portugal, proprietária da Victoria Seguros e da Victoria Seguros de Vida, ao grupo francês que em Portugal e Espanha se tem dedicado aos seguros, à construção e ao imobiliário. Segundo o comunicado, “a decisão de venda da sua operação em Portugal pelo Grupo Ergo segue a decisão estratégica de concentrar o desenvolvimento dos seus negócios internacionais na Europa do Leste e Ásia”. Pelo lado do comprador, a aquisição da Victoria “enquadra-se na estratégia de crescimento e diversificação do grupo francês SMABTP e da sua afiliada Asefa”. Bernard Millequant, diretor geral do Grupo SMABTP, diz no comunicado que: “O nosso objetivo principal é o crescimento sustentável e rentável a longo prazo. Acreditamos que o conseguiremos alcançar com o know-how da Victoria e a capacidade técnica internacional do nosso Grupo.” O objetivo do grupo francês é manter a estrutura, o modelo de negócio e a rede de delegações da Victoria. Esta companhia, em 2010, tinha um volume de negócios de 152 milhões de euros, cerca de 300 colaboradores e 21 delegações. Com a compra da Victoria, o grupo francês passa assim, a ter uma rede própria em Portugal. Até agora, a Asefa apenas funcionava com rede de mediadores.

2014

mapfre.cosec

A Mapfre Seguros e a Cosec, estabeleceram um acordo de cooperação que incluiu a transferência de carteira do ramo de crédito da Mapfre – Seguros Gerais para a Cosec – Companhia de Seguro de Créditos, e a participação da rede de distribuição da Mapfre na comercialização dos produtos de crédito da Cosec“.

Num anúncio publicado na imprensa em 24 de Setembro de 2014, a AdC informava ter recebido dia 17 de Setembro, uma notificação prévia do controlo exclusivo da seguradora de créditos Cosec, detida pelo BPI e pela Euler Hermes, sobre os ativos do ramo de seguros de crédito da Mapfre.

fidel

 Com a privatização da Fidelidade, os chineses passaram a  controlar 30% do mercado segurador português. A Caixa Geral de Depósitos reduziu para 15% a sua participação na Fidelidade, na  Multicare e na Cares. Esta decisão, aconteceu no dia 17 de Janeiro de 2014, passando o grupo chinês, a controlar cerca de 30% do mercado segurador português. Além de passar a ser o maior operador de seguros em Portugal, a Fosun fica dona da maior companhia portuguesa, a Fidelidade, cuja quota de mercado global há altura, era superior a 26% (no final de Setembro de 2013). Além dos 80% que adquiriu nesta seguradora, o grupo chinês ficou com 80% da seguradora de saúde Multicare e da companhia de assistência em viagem Cares.

Com a privatização da Caixa Seguros, a CGD reduz a sua participação nas três seguradoras a 15%. A compra da Caixa Seguros pela Fosun, foi “financiada com fundos próprios”, tendo o vencedor da privatização, dado garantias de ter uma capacidade financeira equivalente a 150% do valor oferecido.   A chinesa Fosun, pagou 1 bilhão de euros por 80% das três companhias de seguros ( Fidelidade, Multicare e Cares), mas o encaixe total da operação será de 1.26 bilhões, tendo em conta que ainda serão vendidos mais 5% das três companhias aos seus trabalhadores, e que houve uma distribuição de dividendos ainda em 2013, feita através de uma redução de capital da Fidelidade.

Novo Banco anuncia acordo com Apollo para vender Tranquilidade

O Novo Banco informou em 16 Setembro de 2014, em  comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), ter chegado a acordo com o fundo de investimento Apollo Management, para a venda da Companhia de Seguros Tranquilidade SA.

O valor da operação não foi revelado, mas o Jornal de Negócios avançou que a Apollo, pagaria 44 milhões de euros  comprometendo-se ainda, a injetar 150 milhões de euros na seguradora. A transação negociada com a Apollo, foi  acompanhada há altura, pelo Instituto de Seguros de Portugal .

2015

ASF-refeito.final

O Decreto-Lei n.º 1/2015 de 6 de Janeiro,  veio alterar  o anterior ISP  para Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), entrando em vigor  a 1 de Fevereiro de  2015.

O regulador dos seguros, passou a ter tem novos estatutos para reforçar a sua  independência económica. Os estatutos da entidade liderada por José Almaça, foram alterados com o objetivo de se conseguir uma maior independência e de os adaptar à legislação europeia. Também o regime de incompatibilidades ficou mais exigente. Os membros do conselho de administração da ASF que terminem o mandato, “não podem estabelecer qualquer vínculo ou relação contratual com as empresas, grupos de empresas ou outras entidades destinatárias da atividade da ASF”, de acordo com o decreto-Lei. Têm, no entanto, direito a receber uma compensação equivalente a metade do vencimento mensal, caso não tenham qualquer atividade remunerada ou pensão após a saída da ASF.

Outra das mudanças, foi o facto dos mandatos dos membros do conselho de administração ficarem mais longos, situando-se em seis anos, mas deixando de ser renováveis. Estas foram algumas das alterações, com o objetivo de tornar a ASF mais independente.

“O reforço da independência operacional, manifesta-se no novo regime de recrutamento e de duração do mandato dos membros do conselho de administração. Também no aprofundamento do sistema de incompatibilidades e impedimentos aplicáveis aos membros do conselho de administração e da comissão de fiscalização, aos titulares de cargos de direção e restantes trabalhadores da ASF”, refere o decreto-Lei publicado.

A independência do regulador, ficará também garantida com uma menor intervenção do Governo: “O Governo não pode dirigir recomendações ou emitir diretivas ao conselho de administração da ASF sobre a sua atividade reguladora, nem sobre as prioridades a adotar na respetiva prossecução”.

As alterações nos estatutos, permitem ainda à ASF integrar a rede europeia de reguladores. “Importa refletir nos estatutos da ASF este novo enquadramento europeu, que exige, para além do papel que as autoridades de supervisão nacionais desempenham na rede integrada a nível da União Europeia, que as mesmas intervenham diretamente no órgão de direção das Autoridades Europeias de Supervisão (o Conselho de Supervisores) e participem nos trabalhos dos comités e estruturas criadas no âmbito destas autoridades”.

ocidental.medis

Ainda neste ano o Millennium BCP vendeu a participação de 49%, que detinha nas seguradoras Ocidental e Médis, ao grupo belga Ageas por um valor base de 122,5 milhões de euros. Nesta join-venture, a Ageas detinha 51% e passará assim, a ter 100% do capital das duas seguradoras.  O impacto da transação foi de 72 milhões de euros,  calculou o Millennium BCP.

A decisão do Millennium foi tomada no âmbito “do processo de re-enfoque nas atividades core, definido como prioritário no Plano Estratégico”, informou a instituição bancária. O preço base de 122,5 milhões de euros, está “sujeito a ajustamento dependente da performance evidenciada no médio prazo”. A Ocidental e a Médis registaram lucros de 12 milhões de euros em 2013, e um volume de prémios bruto de 251 milhões de euros. O banco, acordou com a Ageas a distribuição de um capital excedentário no valor de 290 milhões de euros.

O Millennium BCP diz ainda que, vai continuar a distribuir seguros do ramo não vida da Ocidental e da Médis, em paralelo com outros canais de distribuição – bancários e não bancários.

“A libertação de capital atualmente afeto a atividades fora do core business permitirá reforçar o apoio à economia, dando seguimento à estratégia que tem vindo a ser implementada”, referiu a instituição.

O Sr. Bart De Smet, presidente executivo da Ageas, declarou que a operação “respondeu a vários objetivos do grupo segurador, fundado há 190 anos.”  “Portugal é um mercado que conhecemos bem e que se caracteriza por taxas de penetração ainda fracas. Com o nosso histórico de rácios combinados pouco elevados, estamos convencidos que este mercado representa uma oportunidade promissora para o nosso grupo”, disse, citado pela Reuters. O Millennium BCP mantém-se como “parceiro de distribuição” de seguros não-vida, acrescentou.

2016

acoreana

Em 08 de Março de 2016, foi assinado o acordo de compra da Açoreana pela Apollo / Tranquilidade. A operação esteve sujeita à aprovação pelas autoridades nacionais e internacionais. A Apollo confirmou, assim, a aposta no desenvolvimento de projetos de médio/longo prazo em Portugal, e a vontade de ser uma líder no mercado segurador português, pois a junção das duas seguradoras  fizeram com que a quota de mercado levasse a que este fundo passasse a ser o segundo  operador do mercado. A compra da seguradora Açoreana, considerou  ainda a capitalização da seguradora do antigo Banif, mas os valores não foram divulgados na altura.

O processo de venda da Açoreana, detida em 52% pela SOIL (da família Roque) e em 48% pelo Oitante (veículo do Fundo de Resolução), teve lugar com a assessoria financeira do Citigroup.

Duas semanas, antes a Apollo foi seleccionada para iniciar negociações exclusivas para a compra da Açoreana. Além da Apollo, esteve na corrida a seguradora portuguesa Caravela, liderada à altura por Diamantino Marques. Existia ainda um terceiro concorrente, o grupo Allianz, que estava interessado apenas na carteira da Açoreana, pelo que só seria chamado às negociações em último recurso. O supervisor pretendia que a venda da Açoreana assegurasse a continuidade da empresa e dos seus postos de trabalho.

O objectivo final da Apollo era integrar a Açoreana na Tranquilidade, mantendo a marca da companhia fundada em 1892. A proposta da Apollo não excluia rescisões, no processo de fusão, mas defendia que a terem lugar seria no âmbito de uma estratégia que se assumisse como de valorização da companhia. Com a compra da Açoreana, a Apollo passou a ser o segundo ‘player’ nos seguros em Portugal, em volume de prémios, atrás apenas da líder Fidelidade.

Axa

Marca Groupama Seguros sai de Portugal  vendendo a sua participação em Portugal a grupo chinês

A Chinesa  Tianying, na área de tratamento de resíduos, a 22 de Setembro comprou  todo o negócio que a francesa Groupama tinha em Portugal. Não tendo sido revelados os valores do negócio.

A Groupama está de saída de Portugal. A empresa francesa alienou o seu negócio em Portugal à empresa Chinesa Tianying, tanto no ramo vida como na área não vida.

A informação da transação, que havia sido adiantada Jornal Económico, foi confirmada pela assessoria de imprensa da Garrigues, que assessorou a Groupama na venda. O negócio ficou fechado a 22 de Setembro, ainda aguardando as habituais autorizações dos reguladores.

A  seguradora francesa Groupama S.A. vendeu a totalidade da sua unidade de negócio em Portugal (ramos vida e não-vida) – por via da transmissão de 100% do capital social da Groupama Seguros de Vida, S.A. – à subsidiária portuguesa da China Tianying”.  O grupo segurador francês estava em Portugal através da Groupama Seguros de Vida.

A área de vida contava com 48 trabalhadores, tendo 41 funcionários no ramo não vida. O presidente da administração é atualmente Charles Girouliere, sendo que o administrador-delegado em Portugal é João de Quintanilha e Mendonça.

A Groupama Vida tem uma quota de mercado de 0,92% em Portugal, ao passo que o ramo não vida fica-se por uma quota de 0,23%, de acordo com os dados da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF).

O comprador é um grupo chinês da área ambiental e energia, passando, pelo tratamento de resíduos.

A seguradora Groupama Seguros, comprada em fevereiro 2018 pela China Tianying passa a chamar-se Una. Vai ser plataforma de expansão na Europa e lusofonia.

O grupo francês Groupama, que no final do ano passado se desfez dos seguros em Portugal a favor do grupo China Tianying (CNTY), cede lugar a uma marca nova.

A Una, entidade nascida com a entrada de capital chinês, foi apresentada em 17 de outubro de 2018. O novo logótipo é branco e laranja. Muda o nome, a imagem e a ambição. A nova seguradora quer ser um grupo internacional.

Em fevereiro, a Tianying formalizou a compra da Groupama. O grupo chinês a atuar na gestão de resíduos também está em Portugal via entrada nos capitais da Suma, após a aquisição da espanhola Urbaser este verão. Sem experiência nos seguros, tem na administração Michael Lee, ex-administrador da Fosun, a dona da Fidelidade.

Este refere “Vamos fazer crescer a Una. Não só em Portugal, mas também em países de língua portuguesa em África, na América do Sul. Queremos usar a Una como plataforma para crescermos noutros países”, diz o administrador ao Dinheiro Vivo, referindo a vontade do CNTY de comprar seguradoras sempre que houver oportunidade. Em Portugal, no resto da Europa, e em países como Angola, Moçambique ou Brasil “– onde Lee se tem deslocado frequentemente. “Pode haver algumas sinergias com outras empresas europeias”, admite o administrador. Guo Guangchang, não enjeita futuras aproximações à Fidelidade ou outras entidades do sector financeiro português.

2018

A   compra do Montepio Seguros pelo chinês CEFC terminou por falta de informação.

A ASF rejeitou a entrada de grupo chinês no Montepio Seguros. O presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros informou que terminou o processo de compra do Montepio Seguros pelo grupo chinês CEFC, porque não foram preenchidos os requisitos, nomeadamente por não ter conseguido recolher informação junto de outros reguladores.

A entrada no capital do Montepio não preencheu todos os requisitos que são exigidos nos termos do regime jurídico da atividade seguradora.

O Conselho de Administração da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), em reunião realizada no dia 10 de maio 2018, deliberou “considerar não instruída a comunicação prévia, da CEFC China Energy Company Limited, e do Shanghai Huaxin Group (Hong Kong) Limited, para aquisição de participação qualificada na Montepio Seguros.

O jornal Público de 14 de maio noticiou que a Associação Mutualista Montepio Geral aumentou com 30 milhões de euros o capital da Lusitânia Seguros, um reforço de capital imposto pela ASF.

 No final do ano passado, o grupo chinês CEFC anunciou um acordo para comprar os seguros do grupo Montepio, indicando ainda que iria passar a sede dos seus negócios financeiros para Portugal. O acordo previa que o grupo CEFC passasse a deter uma posição maioritária no Montepio Seguros (a ‘holding’ da Associação Mutualista Montepio Geral que detém as seguradoras do grupo Montepio, a Lusitânia e N Seguros), passando a controlá-lo. A Associação Mutualista Montepio geral manteria uma participação, mas minoritária. A CEFC China Energy é um grupo privado chinês, que atua sobretudo na área da energia, mas que tem também interesses nos serviços financeiros.

O grupo está a atravessar uma crise, suscitada pelo desaparecimento do seu presidente e o fracasso do negócio para comprar 14,16% da petrolífera russa Rosneft. As agências de ‘rating’ chinesas reduziram a classificação do crédito da empresa para nível “lixo”.

Ye, fundador e presidente da empresa, está desaparecido desde março 2018 passado, quando começou a ser investigado pelas autoridades chinesas por suspeita de crime económico.

2019

A venda da Tranquilidade foi finalmente fechada em 18 de Julho de 2019. 

A Generali deixou para trás os espanhóis da Catalana Occidente, alem de outros interessados como a  Mapfre, Ageas, Zurich e a Allianz.

O negócio foi de 600 milhões a Seguradoras Unidas por 510 milhões de euros e a AdvanceCare por 90 milhões de euros. A aquisição dos dois ativos segue a estratégia do grupo segurador italiano para crescer no continente europeu.

A Generali depois de alguns anos de indecisão onde constou no mercado que esteve em cima da mesa a venda do negócio em Portugal (à semelhança do que foi feito em outros países), o Grupo Generali, com operação em Portugal desde 1942, resolveu a sua opção estratégica adquirindo ao fundo Apollo as Seguradoras Unidas. Destaque-se que as Seguradora Unidas integram, entre outros, a carteira da Tranquilidade/Açoreana. Adicionalmente, o grupo Generali adquiriu a AdvanceCare que se junta a uma outra aquisição recente, a Europ Assistence.

Recorde-se que a Tranquilidade foi vendida ao grupo Apollo após o colapso do grupo GES /BES.

A transação, confirmada tanto pela Generali como pela Apollo, “ocorre num momento natural da evolução da Seguradoras Unidas e da AdvanceCare e reflete o trabalho desenvolvido por todos os colaboradores e parceiros” refere a Apollo, que comprou a Tranquilidade em 2015 ao Novo Banco, por 40 milhões de euros, embora tenha tido de injetar 150 milhões para aumentar o capital da seguradora.

A Seguradoras Unidas, que juntou a Tranquilidade (ex-BES), e a Açoreana (ex-Banif) e Logo, obteve, no último ano, um lucro de 50,6 milhões de euros.

O fundo norte-americano pretendia obter entre 500 a 600 milhões de euros, tendo acabado por conseguir o valor máximo fruto do apetite que este negócio gerou. É ainda muito importante não esquecer que falta ainda  referir que temos de adicionar á Seguradoras Unidas e Advance Care que se junta a uma outra aquisição recente, a Europ Assistence,  assim a Generali em Portugal passa a ter uma quota de mercado total  de 18,7%, tornando-se o segundo maior grupo segurador em Portugal nos ramos não vida.

Segundo o CEO da Generali, Jaime Anchústegui Melgarejo “Estas aquisições representam um passo importante na implementação da estratégia de três anos do grupo que tem como objetivo reforçar a liderança na Europa.”

A Caravela – Companhia de Seguros SA  em julho de 2019 chegou a acordo com o Toscafund Asset Management LLP,  passando assim esta a integrar o quadro acionista da Caravela através de uma operação de aumento de capital e aquisição de ações a acionistas existentes, atingindo uma participação de 48% do capital.

Com sede em Londres, o Toscafund é um private equity com um portfólio de ativos de mais de 3,5 mil milhões de dólares de ativos sob gestão, tendo-se estabelecido como um dos principais investidores europeus no setor de serviços financeiros. Este investimento adequa-se à sua estratégia de apoiar empresas em crescimento, beneficiando da disrupção de mercado provocada pela tecnologia assim como na sua experiência substancial em apoiar empreendedores de sucesso a expandir ainda mais os seus negócios.

Com este reforço acionista, a atual equipa de gestão poderá continuar o trajeto de crescimento já realizado, tendo mais meios para melhorar as capacidades digitais da Caravela em toda a cadeia de valor dos seguros, permitindo igualmente intensificar o relacionamento da Caravela com a sua rede de mediação especializada e profissional, encontrando no desenvolvimento de recursos humanos, tecnológicos e digitais, os alicerces para enfrentar os desafios atuais e futuros.

Sobre o Toscafund Asset Management:

O Toscafund Asset Management LLP é uma empresa de gestão de investimentos baseada em Londres, com mais de US $ 3,5 mil milhões de ativos sob gestão. A empresa foi fundada em 2000 por Martin Hughes e estabeleceu-se como um dos principais investidores da Europa no setor de serviços financeiros tanto nos mercados públicos como privados. Juntamente com o Tosca, o fundo privado de investimento global, os outros fundos da empresa incluem investimentos de longo prazo, pequenas e médias empresas do Reino Unido, crédito privado e gestão de imóveis comerciais.

O Toscafund tem um longo histórico de apoio e disponibilização de capital de crescimento para empresas privadas, dos quais se podem realçar os investimentos em empresas de serviços financeiros como o Aldermore Bank, o Hoist, o Atom Bank, o OakNorth, o Esure, o Plurimi Wealth e o LIQID.

2021


Sonae vende corretora de seguros MDS ao grupo britânico Ardonagh

Os 50% do capital do grupo de corretagem de seguros líder em Portugal foi vendido ao maior grupo independente britânico por cerca de 100 milhões de euros.

Sonae e a IPLF Holding, da família brasileira Suzano, estabeleceram um acordo com o The Ardonagh Group, o maior grupo de corretagem independente do Reino Unido, para a venda de 100% do capital social do Grupo MDS, operação que deverá estar concluída durante o primeiro semestre de 2022. A Sonae irá encaixar cerca de 100 milhões de euros pelos 50% que detém na MDS anunciando uma mais valia de 74 milhões de euros neste negócio. A família Suzano, que é um dos principais players mundiais na área da celulose e papel, detém os restantes 50% que também vai vender à Ardonagh Global Partners, unidade especializada do The Ardonagh Group.

A MDS é a corretora líder no mercado portuguêse tem atividade como um grupo multinacional português na área da corretagem de seguro e resseguro e consultoria de riscos, com presença em mais de 120 países. Além de Portugal, o grupo também é um dos maiores operadores no Brasil e Angola, está diretamente em Moçambique, Espanha, Malta e Suíça e, através da Brokerslink, rede de corretagem fundada pelo grupo que integra cerca de 21 mil profissionais de seguros, em 120 países.

David Ross, CEO do The Ardonagh Group. Enquanto Des O’Connor, CEO da Ardonagh Global Partners, referiu, que a MDS “vai continuar a acompanhar o crescimento dos mercados onde atua, nomeadamente em Portugal, Espanha, Brasil e África”.

A Ardonagh é a maior plataforma independente de distribuição de seguros do Reino Unido e um dos 20 maiores grupos de corretagem de seguros do mundo, contando com uma rede de mais de 100 localizações e mais de 8 mil pessoas. Na passada semana foi avaliado em 7,5 mil milhões de dólares quando anunciou um aumento de capital significativo liderado pelos atuais acionistas Madison Dearborn Partners e HPS Investment Partners, juntamente com novos investidores que incluem uma subsidiária da Abu Dhabi Investment Authority (ADIA) e várias outras grandes instituições globais.

O crescimento do ramo Vida em 2021 levou a que seguradoras e grupos seguradores com negócio neste segmento tivessem registado um crescimento invulgar num mercado total que subiu 34,1% para 13,3 milhões de euros.

No agregado das 64 seguradoras a operar em Portugal, que se dividem por 42 grupos ou seguradoras, a Fidelidade reforçou a sua liderança crescendo 44% para 3,88 mil milhões de euros de produção e aumentando a respetiva quota em dois pontos para 29,1% do total do mercado.

O Grupo Ageas subiu em 42% as vendas, fundamentalmente através da Ocidental Vida reforçando a sua quota de mercado de 15,5% em 2020 para 16,4% atingindo 2,19 mil milhões de euros de produção.

A Generali/Tranquilidade manteve a terceira posição do ranking global embora tenha um negócio em que o ramo Vida apenas representa 7% do total. Ainda assim subiu 7,1% acima da média nos ramos Não Vida, que foi de 4,7%, fixando quota de mercado total em 8,6%.

Fidelidade compra Ímpar e entra no “top 3” dos seguros em Moçambique

A seguradora pagou 46,8 milhões de euros ao grupo Millennium bcp pelo controlo da 4.ª maior seguradora do país. 

Fidelidade comprou 70% do capital da SIM-Seguradora Internacional Moçambique, uma das companhias de referência no país através da marca Ímpar. Após a conclusão desta transação, no valor de 46,8 milhões de euros, a participação do Millennium BIM é reduzida para 22% e outros acionistas minoritários contam 8% do capital. Além da presente aquisição, a Fidelidade tem uma opção que lhe permite adquirir, posteriormente, uma participação adicional de 12%.

“Com esta operação o Grupo Fidelidade passará a atuar no mercado Moçambicano com as marcas Fidelidade e Ímpar que lhe irá assim permitir desenvolver diferentes canais e parcerias na distribuição de seguros junto dos Moçambicanos. 

2022

Em 2022, e em plena pandemia analisando a atual líder do mercado Fidelidade podemos concluir que após 70 anos de nacionalizações, fusões, privatizações  a Fidelidade tem apenas  29,1% de quota mercado português. Mas em 1952, a seguradora era a 4ª maior no mercado nacional, sendo a Mundial a 1ª, desde esses tempos longínquos, muitas marcas desapareceram, ficaram apenas as suas memórias.

Fidelidade de há 70 anos atrás juntando as carteiras que integraram a seguradora teria 53% do mercado

A Fidelidade, líder do mercado em 2022 com 29,1%, á 70 anos era a quarta maior seguradora. Hoje integra diversas empresas do ranking de 1952 como A Mundial, Império, Comércio e Indústria, Ultramarina, Bonança, Soberana, Pátria, Alentejo, Confiança e Sagres. Todas juntas dariam à Fidelidade mais de metade do mercado. Só a Mundial, era a líder em 1952.

A Império era a 3ª maior, nascida para gerir os riscos complexos do grupo CUF, foi pioneira no lançamento de seguros populares de Vida e no final dos anos sessenta do século passado ultrapassava 1 milhão de contos em prémios.

A Tranquilidade,  foi integrada no Grupo Generali em 2020,  empresa do Grupo Espírito Santo. Era a 2ª maior em 1952 com 11,9% de quota de mercado, sendo atualmente a 3ª com 8,6% de quota.  A Generali Seguros herdou desde 1952  O Trabalho, Nacional e Açoreana, marca ainda hoje utilizada nos Açores.

O Grupo Ageas Portugal teria hoje 12% do mercado, e não 16,4%  sendo atualmente a 2ª maior quota do mercado,  tendo adicionado as companhias que lhe deram origem como a Tagus, Garantia ou Douro.

A alemã Allianz já tinha uma presença forte no mercado nacional através da SPS e da Portugal Previdente entre outras, tendo atualmente uma quota de 5% do mercado.

Empresas houve que não passaram  pelas nacionalizações de 1975, pois já eram na altura propriedade de capital estrangeiro, nomeadamente a Liberty que na altura era Europeia, a Phoenix que muitas voltas deu estando atualmente integrada  na Lusitania, a Nationale Vie  que se integrou na a UNA, a España SA que se manteve. A Victoria que, depois de mexidas na casa mãe, continua muito ativa em Portugal.

Mas teremos sempre que referir como consideração final.

Portugal perdeu quase todo o todo o mercado segurador de Portugal. Atualmente só existem  três seguradoras completamente Portuguesas;  a Lusitania detida pelo grupo Montepio, e a CA Seguros detida pela Caixa Agricola e finalmente a Mútua dos Percadores, seguradora dedicada á pesca.

Lamentavelmente, todas as restantes seguradoras são propriedade de empresas estrangeiras.

A Fidelidade – china

Tranquilidade  – Italia

Ageas – Belga

Caravela – 50% França

Allianz – Alemanha

Liberty – USA

Mapfre – Espanha

MGEN – França

Zurich  – Suíça

Victória – França

Una – China

(Mapa ranking – Fonte ECO Seguros)

AVISO LEGAL

A informação contida neste site História do Seguro é privada e , destina-se exclusivamente a consulta dos usuários na Internet.  O USUÁRIO, só poderá utilizar o mesmo para os efeitos para os quais foi produzido, apenas consulta.

Luís Coelho do Nascimento. ( AUTOR) é o titular de todos os direitos de propriedade intelectual, quer estejam ou não registados, relativos a todas e quaisquer informações, conteúdos, dados e  imagens  incorporados no site, ( “SITE”), incluindo a forma sob a qual o SITE  é apresentado, e o USUÁRIO não obterá, nem tentará obter qualquer direito sobre a titularidade da referida propriedade intelectual. O SITE não pode ser reproduzido, distribuído, publicado, alterado e/ou divulgado, no todo ou em parte, junto de terceiros, quer sejam pessoas singulares ou colectivas, públicas ou privadas sem autorização escrita do AUTOR. Quer para fins comerciais ou não, a título gratuito ou oneroso, sem o prévio consentimento escrito do AUTOR.

O referido consentimento do AUTOR está, todavia, sempre condicionado  à referencia do nome do autor, por parte de todos os destinatários do SITE, o correspondente acordo  que o AUTOR forneça para o efeito.

O AUTOR não será responsável pelas alterações ocorridas da informação contidas no site após autorização de utilização.

O SITE não pretende dar uma explicação exaustiva nem fazer uma análise definitiva e ou cronológica sobre a evolução da história de seguros no Mundo e em Portugal, tem apenas a visão do AUTOR, que após estudo exaustivo de anos, e consulta de várias obras e autores devidamente referenciados no SITE.

O AUTOR não assume qualquer responsabilidade em caso de discrepância entre a informação incluída no SITE e a informação de outros autores. O âmbito do SITE restringe-se apenas a aspectos relativos à História dos Seguros, e para a sua preparação foram tidos em conta enormes documentos e informações relacionados com temáticas. Todos os direitos de propriedade intelectual dos conteúdos, das páginas incluídas no SITE pertencem ao AUTOR e o destinatário não recebe nenhum direito sobre a titularidade da dita propriedade intelectual. O conteúdo é privado e está destinado ao uso apenas de consulta por parte do USUÁRIO e é proibido que o conteúdo seja reproduzido, distribuído, publicado, transformado ou difundido, total ou parcialmente, junto de terceiros, físicos ou jurídicos, públicos ou privados. Seja com fins comerciais ou não, a título gratuito ou oneroso, sem o prévio consentimento escrito do AUTOR.

© Copyright ® Luís Coelho Nascimento – 1998 – Todos Direitos Reservados – [Design] de Luís Coelho Nascimento. Todos os direitos reservados. Powered by Luís Coelho Nascimento

Para me contactarem basta seguir esta ligação:

luis.nascimento@historiadoseguro.com

Em Construção. Volte mais tarde por favor……..

Ultima actualização 20-01-2022

Copyright© 1998 Luís Coelho do Nascimento. All rights reserved.

site Credimédia